No último post, passeamos um pouco sobre a história do cinema 3D e hoje falaremos de uma tendência que está ganhando espaço nos lares: A TV 3D.

Antes de falarmos especificamente sobre este novo objeto de desejo, vamos relembrar como era a televisão até algum tempo atrás. Inicialmente, por volta dos anos 30, tivemos o lançamento da televisão preto e branco e sem áudio. Depois passamos gradualmente para modelos maiores, com imagem colorida e com som. Novos formatos de projeção foram incorporados e atualmente as tecnologias LCD (Liquid Cristal Display – Tela de Cristal Líquido) e Plasma ganharam um espaço significativo no mercado, por causa do espaço economizado e pela qualidade da imagem. Hoje é possível comprar uma TV com muitas polegadas e poucos centímetros de espessura.

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O primeiro filme em três dimensões foi “The Power of Love” (1922) sobre uma mulher que é prometida a um homem que não ama para salvar o pai da bancarrota. Com essa história clichê, o filme não gerou muita repercussão, pois o cinema americano estava em grande fase de produção cinematográfica – os anos dourados de Hollywood – consagrando as grandes produtoras, seus astros e estrelas. Entre os destaques desta época, apareceram os filmes: …E o vento levou e O Mágico de Oz.


Na década de 50, os lares americanos foram invadidos pelos aparelhos de televisão e as pessoas passaram a preferir o conforto de seus sofás às poltronas do cinema. Em pânico, os produtores dos estúdios decidiram criar algo para fazer o público voltar às salas de projeção. Surgia a técnica Naturalvision, que consistia em uma imagem anáglifa que passa a ter um efeito estereoscópico (tridimensional) quando visualizada através de um óculos feito de cartolina e lentes de plástico azul e vermelho. O cérebro une a imagem da cor vermelha sobreposta à cor azul e assim cria a ilusão do efeito em três dimensões.

Em 1952, o filme “Bwana Devil” leva a fama de o precursor do gênero, onde a história mostra trabalhadores de uma companhia de estrada de ferro, que são atacados por leões. E a campanha de lançamento optou por “vender” a novidade do 3D ao filme: “O que você quer? Um bom filme ou um leão no seu colo?” (anúncio publicitário).



Depois desse lançamento, muitos filmes (“House of Wax” – 1953, “Spooks!” – 1953 e “The Stewardesses”  – 1969)  passaram a ser produzidos no formato 3D, mas pela baixa qualidade deles, o formato acabou morrendo.


Com o advento da internet, as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa e as salas de cinema voltaram a ficar vazias. O retorno do 3D ao cinema foi em meados de 2000, com a empresa RealD a frente da implantação da tecnologia em salas de cinema. Muitos filmes dessa fase são documentários sobre esportes, natureza e o espaço.


A grande estrela do retorno dessa tecnologia foi o filme Avatar, que começou a ser trabalhado por James Cameron em 1994, mas demorou mais de 10 anos para ser filmado, pois, segundo o diretor, não havia tecnologia necessária para a produção do filme.



Com o sucesso de Avatar (ganhador de várias estatuetas), as pessoas voltaram a lotar as salas de projeção para viverem incríveis experiências cinematográficas em 2, 3 e até 4 dimensões. Em 2009, 16 produções entraram em cartaz e em 2010, foram 21. A expectativa para 2011 é de dobrar esse número.


 

Mais do que uma tecnologia, o 3D é uma forma de deixar o espectador mais próximo da história do filme. Ele permite a entrada em um mundo ilusório, afinal de contas o cinema trata de magia!


Fontes: Mundo do Cinema e Wikipedia